terça-feira, 30 de setembro de 2008

Sistema de Avaliação II

Tens uma espécie de duas gavetas na mente, dentro das quais colocas as coisas que vais percebendo. Uma onde colocas o que não é importante, o que te ensinaram que não era importante e outra onde colocas o que te disseram que é importante. E provavelmente uma série dela intermédias para graus de importância distintos. E também tena uma gaveta que não é importante nem deixa de o ser: é neutra. Desta forma, o problema não é se fumar é bom ou é mau. O problema é quando “fumar não é mau”. “Também não é bom... mas não é mau” e assim avaliamos as coisas: nem branco nem preto, nem bom nem mau. Isso é mentalmente muito confortável porque não nos “obriga” a tomar atitudes. Outras vezes colocamos coisas na gaveta do “importante” e outras na gaveta do “não importante”. Vocês estão a ler isto porque provavelmente colocaram aqui a etiqueta “importante”. Outros não estão porque colocaram a etiqueta “não importante”. Olha que interessante! 

Controlar o peso. Há pessoas que colocaram a etiqueta “importante” e outros colocaram a etiqueta “não importante”. Cuidar da pele. Há pessoas que não cuidam porque colocaram a etiqueta “não importante” e outros colocaram a etiqueta “super importante” e por isso a cuidam muito. Ler livros. Há pessoas que não lêem porque colocaram a etiqueta de quê? “Não importante”! e outros colocaram a etiqueta de “sim, isso é muito importante”. 

Então o que é que vocês vão fazer durante um dia? Tudo aquilo que for quê? Importante! Ninguém diz: “hoje eu vou fazer tudo o que não é importante”. Ninguém. O problema é quando o teu sistema de etiquetagem está ao contrário. Quando colocas “importante” naquilo que não é importante e “não importante” naquilo que é muito importante. Por exemplo: talvez tenhas colocado “exercício físico” na gaveta do “não importante” (é claro que sabes que é importante, mas não o suficiente para te dispores realmente a fazer exercício fisico). Satisfação no trabalho: “importante”. “Ganhar dinheiro”: “não importante”. É assim. 

E porque é que farias isto? Porque um dia alguém te disse “meu filho, o dinheiro não é importante, as satisfações são mais importantes que o dinheiro”. Então procuras o quê?

Disseram-te: “o amor é mais importante que o dinheiro” e pode ser que seja verdade, o problema é que quando entras na área da economia, o amor não te ajuda muito. O dinheiro até pode nao ajudar ao amor, mas a falta dele de certeza acaba por perjudicá-lo. 

Então é assim: classificas todas as coisas numa lista interminável: fácil, difícil, impossível, agradável, grande, pequeno, pode ser, não pode ser.... tudo isto é o quê? Etiquetas que colocamos nas coisas e cada pessoa tem o seu próprio sistema de rotulagem. 

Vou-vos dizer uma coisa: as pessoas de sucesso têm, em relação ao dinheiro, a mesma etiqueta: “importante” e as pessoas fracassadas, no que respeita ao dinheiro, têm também a mesma etiqueta= “não importante”. Entendem? Então onde está o segredo? Se quiseres ser uma pessoa de sucesso tens de criar um sistema de rotulagem semelhante ao que tem uma pessoa de sucesso. Se quiseres ser um fracassado, é muito simples, adopta o sistema de avaliação de um fracassado. 

“Verdade”, “Mentira”, são somente etiquetas que alguém nos ensinou a colocar. “É bom”, “é mau” ou “não é bom nem mau”. São somente rótulos. E ”concordar” é somente verificar que o nosso sistema de avaliação está de acordo com o de outra pessoa. Não é assim? Assim criam-se também os conflitos: “olha que bom!”, “Olha que bom? Estás maluco!” e assim se criam os colflitos. A lista de avaliações é interminável: “perto”, “longe”, “suficiente”, “não suficiente”, etc. 

Como é que acumulaste estas etiquetas no teu sistema de avaliação? O que fazes com ele? 


Rui Gabriel
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domingo, 28 de setembro de 2008

Sistema de Avaliação I

Toda a informação chega até ao cérebro, certo? Bem... aos que têm cérebro. E no cérebro sabemos que está a mente. Em que zona? Não sabemos. Mas sabemos que está lá. A verdade é que não estará seguramente nas unhas... nem nos braços. No cérebro está a mente. E o que faz a mente? A mente é uma fábrica que recebe informação como se fosse a matéria prima, e a coloca na linha de produção. Depois o que é que a fábrica faz? Pega em toda esta informação, sapara-a, coloca-a em diferentes gavetas, consoante um sistema de organização próprio do processo mental. Depois transforma-a. Um barulho qualquer pode transformar-se no alarme do meu carro. Um grito qualquer pode transformar-se no grito do meu filho que está com fome. Mas primeiro foi um grito e depois a mente identifica-o, completa-o, analiza-o, compara-o, e dá-lhe um significado. E aqui está o problema: compara-o com quê? Com a informação prévia. E quanto mais informação prévia vocês têm mais informação nova vocês captam. Se não tiverem informação prévia não veêm nada. Se nunca tiveres visto, ouvido ou ouvido falar de um avião e ouvirem um barulho... o que será? Não sei... um trovão. Não acontece isto com as crianças? Elas vêem um gato e dizem “cachorro”, “- Mãe, cachorro!”. –“Não seja burro filho... é um gato!” e coitado já o chamam “burro” desde esta idade. Ele tem direito a não saber nesse momento. A minha filha vê uma vaca e diz “cavalo”. Sim, ela não sabe que há vacas, cavalos, burros, cães. Há todos estes animais, mas ela ainda não sabe disso.

É assim que aprendemos desde crianças e é assim que continuamos a aprender já adultos. É o mesmo processo de aprendizagem. O cérebro analiza toda a informação, compara-a e interpreta-a. 

Todos temos no nosso cérebro o que Jim Rohn chama “balança mental”, eu chamo-lhe “sistema de avaliação” ou “catalogação”. Isto é uma coisa que aprendemos em crianças. A mente não chega a um local e diz: “esta sala tem 20,22 metros quadrados”. Não mede em cifras,  a mente mede como? Comparando: “a sala é grande” ou “é pequena”. Se colocarmos nesta sala uma criança e dissermos: “olha filho, esta sala é muito grande”, ele coloca essa informação dentro do seu sistema de avaliação em comparação com outras informações prévias que lá estavam. Cada vez que ele encontrar uma sala semelhante ele dirá que a sala é grande. Se fizermos o mesmo mas dizendo que a mesma sala é pequena a criança colocará a etiqueta “pequeno” e dirá que esta e todas as salas semelhantes são “pequenas”. Isto é muito interessante: a mesma coisa acontece com as casas, os carros, os rendimentos, o bom e o mau, o aceitável e o inaceitável, o que deve ser feito e o que deve ser evitado. Tudo o que vemos nós catalogamos. Tudo! Eu tenho ouvido pessoas a dizer: “não se deve julgar ninguém”. Mas isso é impossível, a partir do momento em que vês uma pessoa tens de a “catalogar”: se é branco ou preto, alto ou baixo, gordo ou magro, bonito ou feio, simpático ou antipático. Até a religião diz que não devemos julgar ninguém. Mas isso é impossível. Se alguém cheira mal é impossível não perceber e não emitir um juízo. Se ele cheira bem passa-se exactamente o mesmo. O mesmo em relação a todas as qualidade e defeitos possíveis de observar numa pessoa. O mesmo se passa com a temperatura. Nós não avaliamos a temperatura em graus. “hoje sinto 23 graus”. Não, nós avaliamos se está calor ou frio. O problema é que, com a mesma temperatura, para uma pessoa está calor e para outra está frio. 

O que nos leva a catalogar uma informação é o nosso sistema de avaliação. E este sistema de avaliação... alguém nos ensinou como fazê-lo. Provavelmente fomos copiando o sistema de avaliação de quem nos rodeia e construímos o nosso baseado nas avaliações das outras pessoas. Os pais, irmãos professores, amigos, etc. etc. Assim fomos criando diferente tipos de valores para diferentes coisas. Depois veremos como este sistema de avalição conduz a nossa vida para onde queremos e para onde não queremos.

Rui Gabriel

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sexta-feira, 26 de setembro de 2008

A tua filosofia

Com a tua filosofia podes corrigir tudo, qualquer erro de programação mental tu podes corrigir com a tua filosofia; qualquer erro com os teus desejos pode ser corrigido pela tua filosofia; qualquer erro com os teus gostos, por exemplo: não gostas de ler, não gostas de fazer exercício, podes corrigi-lo com a tua filosofia. Tal é o efeito que a nossa filosofia particular tem sobre a nossa vida, a nossa maneira de pensar, as nossas ideias, os nossos pensamentos.

 Antes de entrarmos neste ponto eu vou dar-vos um panorama completo acerca de como funciona a mente, para que possam entender melhor o que tenho para dizer. Estava para o fazer mais tarde, mas tarde mas talvez seja melhor fazê-lo agora. 

A base da tua filosofia é a informação que tens. É a informação que recebes. E a base da tua filosofia é a base da tua mentalidade. A mente não é mais que uma fábrica que recebe a matéria prima chamada “informação”. E a informação entra através de tudo o que percebemos através dos órgãos dos sentidos. Eles existem para transportar a informação ao cérebro. O que vemos é informação, o que escutamos é informação, o que degustamos também é informação, assim como o que tocamos e cheiramos. 

Contudo esta informação existe mesmo que vocês não a captem. As coisas simplesmente são. Simplesmente existem. Ou seja: as árvores existem, independentemente de vocês as verem ou não. A possibilidade de usar telemóveis já existia, independentemente de nós a conhecermos ou não. Eu digo isto porque muitas pessoas chamam “verdade” àquilo que conhecem e “mentira” àquilo que não conhecem. Isso não é assim. Pelo facto de tu não conheceres alguma coisa não faz dela uma mentira.... mas faz de ti um ignorante... acerca dessa coisa. Quem sabe quantas coisas existem que tu não conheces, que o Homem não conhece e que a ciência ainda não descubriu! Mas não é por isso que podemos dizer que não existem. Entendem? É que há pessoas que colocam as etiquetas “verdade” e “mentira” para as coisas, baseadas na própria sabedoria ou ignorância acerca dessas coisas. E eu não gostaria que nenhum de vocês fosse assim. 

Estamos então a falar da informação, a tal matéria prima. Mas esta informação, para poder ser útil tem de ser captada. A isto chama-se “percepção”. Receber, informação, estar acordado e receptivo. Já ouviram a expressão: “Quem não sabe é como quem não vê”? É verdade: se não souberes mais coisas... não podes ver mais, não podes aprender mais. É preciso saber para poder ver. É preciso saber para poder ouvir, sentir. Isto é a percepção. Tudo o que vemos, lemos, ouvimos, opiniões e críticas, ensinamentos, tudo aquilo que cheiramos, degustamos, e tudo o que sentimos, física, emocional ou sentimentalmente. Tudo é informação; até a chamada percepção extra-sensorial, a que não advém dos cinco órgãos dos sentidos... “ele odeia-me..:”, “ele gostou de mim...”. também se captam coisas assim... ou os espíritos! Quem sabe não andam espíritos por aí que me trarão mais negócio. Os psicólogos fazem este tipo de jogos: dão-te uma palavra e em seguida veêm o que o paciente diz. E pouco a pouco vão entendendo o que a pessoa tem dentro. Eles dizem por exemplo “Arma.” E uma pessoa poderá dizer “Segurança” enquanto outra poderá dizer “Matar”. É o que está lá dentro que se mostra cá fora. 

Por isso muitas pessoas relacionam “riqueza” com “criminalidade” e outras a relacionam com “generosidade”. Com que palavra tu a relacionas? Alguns relacionam-na com “maldade” e outros a relacionam com “bondade”. Com que é que a relacionas? Depende do que tens aí dentro. Já ouviram dizer que o leão pensa que todos são da sua condição? Isso até poderá ser verdade para ele, mas está certo ou está errado?

Rui Gabriel

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quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Tudo deve ser desenhado

Parece-me que há aqui alguma coisa errada. Não é estranho que a maioria da humanidade viva na pobreza e mesmo na miséria. Será que o mundo deveria ser assim? Um mundo de miséria? Vão até à índia para que vejam! Ali desvaneceu-se da minha mente tudo aquilo que diz que sim, temos de ser espirituais!! Meu Deus, que atraso incrível. O mundo não pode ser assim!! Um ser humano não deveria ter acesso a tudo? Precisar de livros e ter acesso aos livros? Precisar de comida e ter acesso à comida? Precisar de viajar e ter possibilidade de viajar, de avião se for preciso? Não deveria ser assim? Mas a realidade é que não é assim. Há alguma coisa errada no sistema que faz com que aparentemente somente algumas pessoas priveligiadas possamos ter acesso a tudo isto: a comida boa, uma casa limpa, um carro bom. Estas coisas não deveriam ser para a maioria? 

Então o que é que vocês querem desenhar para o futuro? Como vai ser o vosso sucesso? A que nível vão chegar? A vossa saúde, a vossa conta bancária, onde vão querer chegar; vão querer jogar na primeira liga ou na divisão de honra? É que parece que estamos todos num jogo em que recebemos algumas notas de papel para ver como vamos trocá-las. Trocamo-las por algumas coisas e ficamos sem elas. Continuamos a assistir ao jogo mas não podemos continuar a jogar. É assim ou não? Vocês têm de desenhar a vossa conta bancária! Têm de desenhar o vosso estilo de vida! Têm de desenhar como vão ser as vossas familias! As amizades têm de ser desenhadas! O vosso negócio tem de ser desenhado! Como é que querem que seja? Aliás, até as circunstâncias podem e devem ser desenhadas. As pessoas de sucesso criam as suas próprias circunstâncias. As pessoas fracassadas somente encontram um conjunto de circunstâncias já desenhado. Ou seja: tudo tem de ser desenhado. Tudo. Cada dia têm de o ter já desenhado antes de o iniciarem, cada semana. Não acham que as férias têm de ser desenhadas? Em que hotel ficarão hospedados, em que praia ficarão e, por vezes até, em que restaurantes irão querer comer. E fazem as reservas com antecedência. Não acham que isso deva ser desenhado? Tudo tem de ser desenhado. Vocês devem desenhar como irão vestidos hoje, qual será a vossa figura. O universo tem uma ordem e não precisam de perguntar: “será que o sol irá nascer amanhã?”. Mas convosco é diferente não podem deixar as coisas importantes ao acaso espontâneo. Também têm de verificar o carro antes de saír para uma viagem longa, não basta dizer “eu acho que não vai acontecer nada.” E depois ficam na estrada com uma avaria estúpida qualquer. 

Vamos então iniciar o nosso tema que trata da filosofia de vida. Eu mudei-lhe o nome para “mentalidade” para não ser tão óbvio que copiei estas informações. A nossa filosofia é o factor que mais influencia as nossas vidas. A tua própria filosofia é o factor que mais influencia a tua vida. E vou dizer-te porquê.

Rui Gabriel

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segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Metas e Atitude

Eu atrevo-me a dizer: “se vocês estivessem em contacto comigo todos os dias, ficariam ricos”. Imaginem o meu atrevimento!! Mas é verdade. A minha atitude nunca muda. Vocês nunca irão dizer de mim: “coitado, ele hoje está deprimido...”. Não, eu não tenho esse problema. Eu não tenho esse problema! “Ai, hoje não vou tratar deste assunto porque estou deprimido”, “não faço aquela chamada, não compro aquele livro, não faço aquela tarefa... porque estou deprimido”. Não, isso não acontece comigo, eu estou sempre cheio de entusiasmo. E esse entusiasmo vem de onde? Da visão que eu tenho do futuro. É incrível a missão que tenho diante de mim. Eu nunca irei parar de trabalhar, não posso. Eu tenho a minha meta clara. 

Tenham as vossas metas claras: o que é que querem ter, onde querem chegar, e, mais importante: porque é que querem fazer isso? Qual o vosso “Porquê”? É possível mudar! Sabem o que dizem os fracassados? “Não é possível mudar... eu sou assim...”. As pessoas de sucesso dizem: “Claro que é possível mudar” e muitas delas fizeram-no. Os fracassados dizem: “as pessoas nunca mudam”. E os de sucesso dizem: “claro que mudam, mudam todos os dias... se quiserem!”. Se tiverem o desejo de mudar irão mudar. Mas isso não acontecerá a menos que queiram. Ninguém pode obrigar ninguém a mudar! Eu não posso fazer com que vocês mudem... que bom se eu pudesse! Mas eu não posso. Isso cabe a cada um. Acreditem nos livros, mesmo que nem tudo o que dizem os livros seja verdade. Acreditem neles, e também nos audios, nos conselhos, mesmo que se diga que “os conselhos se fossem bons, vendiam-se, não se davam”. Eu acho que não é assim porque quem quer aprender tem de dar e receber conselhos. Se o meu computador avariar eu vou-me aconselhar com quem? Com a minha vizinha dona de casa que não sabe o que é um teclado, ou com o profissional de informática? Então é isso, escolham quem provou ser capaz de dar bons conselhos e acreditem neles.

 O caminho do sucesso é exactamente igual a qualquer outra disciplina científica. Há soluções e ferramentas já calculadas e inventadas. Não é como o meu amigo que tem um problema: não sabe se é baixinho ou não: só tem de agarrar numa fita métrica e medir. Já existem as tabelas prontas que dizem: “abaixo da média”, “na média”, “acima da média”. É só verificar a altura e comparar. Entendem isto? 

No sucesso também já estão as tabelas feitas, mas muitas pessoas não sabem e colocam as etiquetas que muito bem entendem (como se o meu amigo de 1,54m colocasse a si próprio uma etiqueta a dizer: “gigante”). Têm de ter a mente bem programada. Tudo o que a mente concebe pode tornar-se realidade e tudo o que os seres humanos têm conseguido primeiro foi concebido e desenhado mentalmente. Um prédio foi primeiro desenhado mentalmente. O sucesso primeiro tem de ser desenhado mentalmente. O problema é quando um arquitecto aplica este princípio muito bem na sua arquitectura, o engenheiro na sua engenharia, um pintor na sua pintura e nenhum deles o aplica na sua vida. Não fazem os traços dos seus futuros. Sempre lhes disseram que nisso não se deve pensar. “Não penses, meu filho, em quanto irás ganhar nem perguntes isso a um adulto: é falta de educação”. Imaginem!! E depois somos obrigados a viver num mundo em que temos de consumir todos os dias, precisamos de dinheiro todos os dias e dizem-nos que não devemos pensar nisso! 

“Pensa na salvação da tua alma, meu filho.” Sim, mas isso vem depois! É que agora eu tenho de comer! “Isso não importa, filho”. O que é que vocês acham disto? Não é estranho? 


Rui Gabriel

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sábado, 20 de setembro de 2008

Acerca da Mente

Sabem uma coisa acerca da mente? Tudo aquilo que repetirem para ela transforma-se numa ordem. Para a mente não existe espaço nem tempo, o que vocês mandarem ela vai fazer. Se alguém repetir: “eu vou morrer com 50 anos”, essa pessoa morrerá aos 50. E isso acontecerá mesmo que a pessoa esteja a brincar sobre esse assunto. Para o subconsciente não existe brincadeira, para ele só existem ordens. Olha que interessante: se cantarem aquelas músicas românticas que dizem “se me deixares eu não sei viver”, “se me deixares eu morro”, a mente não diz: “ah, é uma música”, não. Para a mente são ordens em forma de palavras. É assim: “se eu não como... desmaio”. Esta é uma ordem. “Se eu me molhar... vou ficar doente”. É outra ordem. “Se ficar desempregado... enlouqueço”. É também uma ordem. 

Olha que interessante: analisem as ordens que dia-a-dia dão às vossas mentes e conseguirão descobrir em que ponto do mapa do sucesso estão: muito longe, pertinho, no caminho certo, ou no caminho errado. Não se esqueçam porém que também são ordens aquilo que as pessoas repetem perto de vocês. “és um tolo”, “és inteligente”, “não vais conseguir”, “isso não vai dar certo”, “isso vai funcionar”, “se não comer, doi-me a cabeça”, “se eu me molhar não tenho de ficar doente”. Tudo são ordens dadas ao nosso subconsciente. “eu vou ficar rico”, “vou ter o meu próprio avião”, “vou viver na casa melhor da vizinhança”, “eu quero acordar às 4 da manhã”, também são ordens. O problema é quando as pessoas não sabem disto: que a mente está ao seu serviço. Deixam que outros atirem lixo para dentro das suas cabeças. Lixo do tipo: “não vais conseguir”, “olha a crise” e quem sabe quantas coisas mais e vocês deixam que isto aconteça. 

Tenham uma missão. Uma missão clara. Qual é a tua missão? O que é que queres fazer? Eu por mim, continuo a achar que vale a pena manter estas informações à mão, disponíveis para serem relidas ou re-escutadas. Dizer o que estou a dizer e fazer o que estou a fazer é parte da minha missão, desde que ouvi estas informações pela primeira vez da boca de Jim Rohn e elas mudaram a minha vida. Eu disse: “UAU! Toda a gente tem de ouvir isto!” e recomecei a fazer as minhas reuniões, nessa altura eu morava em Morelhe, mas fui a todas as cidades onde tinha pessoas do meu grupo, principalmente onde tinha perdido muita gente que tinha desistido do negócio. Aí eu disse: “Hei! Tenho uma nova forma de trabalho! Tenho uma lista imensa de gravações e vocês têm de as ouvir todas! Essa vai ser a solução.” E foi a solução. Mais, foi a solução definitiva! e recuperei alguns que tinham desistido. 

Eu garanto-vos que é assim: vão lendo ou ouvindo todos os dias e vão programando o vosso cérebro de forma diferente, dando-lhe as ordens correctas que mudarão as vossas vidas. Eu não conheço melhor solução que esta, inclusivé melhor que os livros, que os cursos e que tudo isso. Vocês vão saír empolgados de um curso, mas por quanto tempo? Até segunda-feira? Daqui a um  mês... já passou! Mas se vocês continuam a ouvir ou a ler todos os dias, todos os dias, todos os dias, isso é uma lembrança contínua do sucesso. Mesmo que vocês não queiram, os vossos cérebros vão começar a receber ordens correctas, e vocês vão começar a tomar decisões correctas e a fazer o que é correcto. 

Eu atrevo-me a dizer: “se vocês estivessem em contacto comigo todos os dias, ficariam ricos”. Imaginem o meu atrevimento!! Como é possível?

Rui Gabriel

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quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Escolhe o teu Guia

Realmente é muito fácil fazer uma escolha acertada: acreditem em quem conquistou mais que vocês, dentro daquilo que vocês procuram. É aquele que tem os resultados? Então ele é quem sabe. Ele sabe! 

Mas é aqui que a maioria das pessoas ficam perdidas: tentam construir o seu sonho, e em vez de aprenderem com quem já o realizou, tentam inventar o seu próprio método. Perdem tempo, energia, e ganham em desilusão e cansaço. É como se eu dissesse: “para quê comprar este computador? Eu vou tentar fazer um igual” e depois, passar por todo o processo para ver se sou capaz de fabricar um a partir do zero. Não seria mais fácil, agarrar num computador já feito e copiar? A ciência faz isto muito bem, por isso tem avançado de maneira tão prodigiosa. Nunca existiram tantos cientistas ao mesmo tempo como existem actualmente. Antigamente, aparecia um hoje e duzentos anos depois aparecia outro que pegava nas suas anotações e trabalhava em cima disso. Nessa altura crescíamos de século a século, hoje crescemos de semana a semana. Porque é que é assim na ciência? Porque eles não dizem: “Esqueçam Einstein e vamos fazer tudo de novo”, não. Eles dizem: “Vamos ver onde ele ficou e daí eu continuo”. Assim deveria ser o sucesso. Mas as pessoas não aprenderam esta lei do sucesso. Aliás, os fracassados tem como que ódio dos bem sucedidos. Em vez de dizerem: “vocês são os professores que têm que nos ensinar” eles preferem criticá-los, inventar defeitos e não os escutar. 

Prestem atenção a isto: algum de vocês quer realmente aprender? Estão sedentos por aprender? Se saissem daqui só com a ideia de que é preciso serem humildes e aprenderem o máximo que puderem, só por isso, a vossa vida já iria melhorar. Acreditem que podem ter um futuro melhor. E muito desse sucesso depende da visão que vocês possam ter do próprio futuro. 

Será que conseguem ver-se na casa dos vossos sonhos, a guiar aquele carro, junto com aquela pessoa, a fazer aquelas viagens? Ou não conseguem visualizar e acreditar o suficiente para que consigam imaginar-se nessas circunstâncias? Eu, em 1991 atrevi-me a afirmar “eu vou fazer que o meu rendimento se multiplique por três. Vocês vão ver-me chegar a 9 mil € e depois a 12 mil € por mês. É um grande atrevimento afirmar uma coisa destas, certo? Mas é assim que as coisas começam a acontecer: quando vocês dão para o vosso subconsciente as ordens suficientes. 

Querem saber uma coisa acerca da mente? 

Rui Gabriel
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terça-feira, 16 de setembro de 2008

Aprender

Foi importante aquele início porque eu queria aprender, eu era como uma esponja: o que fosse colocado na minha frente eu iria assimilar, se era para meu benefício... eu iria aprender. Eu nunca iria dizer: “está bem, já me disseram que eu tenho de ler tal livro... a ver se daqui a um ano eu o procuro”. Não, eu não sou assim. “Disseram-me que tenho de ler tal brochura, vou ver se depois leio”. Não. A mim dizem: “Isto é o que precisas para conseguir o que queres”, e eu vou procurá-lo imediatamente. Se eu não puder dormir para retirar toda a informação e aprender tudo... paciência, não durmo. Esta é a diferença: Não irá acontecer que me recomendem um livro e depois perguntar-me se eu li aquele livro e eu responda: “não li porque não tive tempo”. Isto não acontece comigo, a menos que depois de eu começar a ler veja que não está ali aquilo que eu procuro, aí eu ponho-o de lado e continuo a procurar. 

Esta é a chave: que vocês tenham o desejo de aprender. Talvez seja por isso que estão agora aqui. 

Agora outra coisa importante é acreditar. Acreditar o máximo que você puder: As pessoas de sucesso acreditam sempre. Não importa o que aconteça à sua volta têm sempre fé no que irão alcançar. Os fracassados são muito descrentes, muito cépticos. As suas vidas estão tão mal, que eles já não acreditam em nada. Se acreditarem na re-encarnação acreditam que voltarão de novo como fracassados. 

Vocês têm de acreditar, acreditar sempre. Se algum de vocês não é uma pessoa que goste de ler, essa é uma mudança que tem de fazer. Há muito pouca diferença entre um cego, que mesmo que queira ler não consegue ver as letras e alguém que, podendo ver as letras... não quer ler. O resultado é o mesmo: os dois ficam ignorantes. 

A chave é esta: aprender, obter informação e acreditar nela. Repito: acreditar nela. Certo? 

Aqui levanta-se um pequeno: quem tem essa informação? Em quem se pode acreditar? Há tantas vozes a gritar: “aqui está o caminho, vem por aqui”. É como quando chegam ao mercado: “aqui estão as frutas mais baratas”. Em quem devo eu acreditar?
Parece complicado, mas é realmente é muito fácil fazer uma escolha acertada.

Rui Gabriel
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domingo, 14 de setembro de 2008

Copiadores

É disso que estamos a falar aqui: como é que se podem tornar os melhores copiadores. Copiadores do sucesso, digo eu, porque acabamos também por copiar outras coisas. E essas, ninguém tem de nos ensinar: as coisas ruins parecem copiar-se de forma automática. Se nas vossas cabeças só andam coisas negativas, acabarão por só ver o negativo. Negativo é o único que vêem e o único que captam.

A mente é como uma antena que capta. Há pessoas que dizem que nada acontece por acaso: tudo o que acontece é por uma relação Causa-Efeito. Uma coisa que alguém encontrou não foi por acaso. Já a estava procurando mentalmente e foi-lhe apresentada. Quase a atraiu de forma mental. Não sei se lá leram “Pense e Fique Rico”, ali fala-se muito da auto-sugestão para atrair as coisas que procuram: Não leram aquele anúncio por acaso: ali estava o que precisavam. E este sistema funciona tão bem que é como algo acima de nós que coloca à nossa frente aquilo que procuramos. 

Outro problema é quando alguém não está preparado. Há pessoas que vão a reuniões, escutam tudo, mas ainda não estão preparados, não têm nem a informação nem a experiência para captar aquilo. É preciso foco constante e treino contínuo para começar a atrair as coisas que vocês precisam: a casa, o carro, a conta bancária, o estilo de vida, os amigos... têm de atrair um meio. Aquela pessoa que tem as respostas que andam à procura pode chegar ou pode nunca aparecer... ou talvez surja e não o reconheçam. A chave chama-se programação mental. Por isso chamei a este programa “Mentalidade”. E vão aprender como pôr essa máquina a funcionar. 

Agora a função de vocês aqui seria qual? Ter o desejo de aprender sobre essa coisa chamada sucesso? Talvez. E talvez por isso vocês estejam aqui hoje, não sei... Olha que interessante: uns souberam deste blog estão a lê-lo e outros nem souberam que ele existia. Talvez quem esteja aqui esteja a caminho de mudar a vida... não sei. Um dos grandes segredos é aprender. Jim Rohn diz que a vida é valiosa se vocês aprenderem. Há muito pouca diferença entre os surdos, que mesmo que queiram ouvir não podem e os que podem ouvir mas não querem. Nenhum deles aprende, o resultado é o mesmo. O importante é que vocês queiram aprender. 

Muitas pessoas pensam que é com muita motivação, dizendo “sim, vais conseguir” que se fica rico já amanhã. Não é verdade, é um processo. Eu posso dizer-lhes, realmente, onde eu aprendi como mudar a minha vida e, não só aprendi como realmente a modifiquei, foi com umas gravações de Jim Rohn que se chamam “Challenge to Succeed”, em português “O Desafio do Sucesso”. Isto foi o que mudou a minha vida. Não foi entrar neste negócio, não foi ter estes produtos, não foi o plano de marketing. Não foi isto. O que mudou a minha vida realmente foi tudo isso mais as gravações. E talvez não as tenha encontrado por acaso, eu precisava delas naquele momento exacto. Estava no meu momento. Vou-vos dizer porque é que eu penso assim: porque eu tenho dado estas gravações a outras pessoas que talvez não estejam no seu momento e não faz diferença nenhuma nas suas vidas: continuam exactamente na mesma. Eu a partir do momento em que as ouvi comecei a fazer mudanças de 180 graus. Totais. E não vou dizer que a mudança terminou, não! O processo continua. Como? Veremos.

Rui Gabriel

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sexta-feira, 12 de setembro de 2008

O que é o Sucesso?

O que eu acho é que vocês precisam entender muito bem o que é o sucesso antes de poderem conquistá-lo. Foi isso que aconteceu comigo: antes de poder ter sucesso, primeiro tive de entender o que isso era. Uma vez que vocês entenderem, poderão encaminhar-se nessa direcção. Aí esta a diferença entre quem tem sucesso e quem não tem. Então, uma das coisas que precisam de fazer, como nós fizemos, é estudar essa coisa chamada sucesso porque de outra maneira nunca o atingirão. Não é como andar por aí a passear e quando se apercebem, estão a colocar uma bandeira no topo de uma montanha. Não, isso não funciona assim. O sucesso é uma coisa difícil, algo que acontece a longo prazo e por isso é preciso ter bem claro em que direcção vocês caminham. 

Não sei se já leram aquele livro chamado “O Rinoceronte” que diz que o sucesso é como um animal que está no meio da selva e que conseguem sentir, ouvir, cheirar e estão quase a ver, mas no último segundo ele foge. Vocês sabem que ele anda por aí, contudo se vocês nunca o viram, se não sabem como ele é, qual a sua aparência, nunca o vão achar. O mesmo acontece com o sucesso. 

Eu produzi esta informação em 21 de Abril de 1991. Naquele tempo o meu rendimento estava como uma bola de básquete: subia e descia. E isso estava a acontecer com toda a gente que trabalhava na Herbalife e se vocês não tomam o controlo desde o princípio, isso vai acontecer com vocês também até que vocês saibam exactamente o que tem de fazer e comecem a corrigir o que tem de ser corrigido. Têm de corrigir especialmente o que está dentro de vocês pois não vai corrigir o que está fora sem ter corrigido o que está dentro. 

A maioria das pessoas procura a origem dos problemas lá fora; no governo, no país, na crise, nos familiares, ou talvez em Deus que não quer que tenham sucesso. E perguntam vocês: Porque será que não tenho sucesso? E continuam à procura de uma resposta fora. Mas o problema não é externo! Não está lá fora! Há uma frase que poderão recordar que diz assim: 

“Se as coisas vão mal fora... então alguma coisa está errada dentro”. 

Não procurem a causa fora... provavelmente a causa está mais perto do que imaginam. E a menos que corrijam dentro, não vão conseguir corrigir fora. Este conceito parece óbvio, mas as pessoas querem primeiro tentar mudar o de fora para que depois mude o de dentro mas o plano não funciona dessa forma. Primeiro é preciso mudar o que está dentro. Por isso eu chamei este programa: “Mentalidade” e chamei-o assim para o diferenciar um pouquinho do que Jim Rohn chama “Filosofia”, a ver se não fica muito óbvio que eu copiei estas informações. A realidade é que não há nada de errado em copiar, especialmente se com isso vocês atingirem o sucesso que procuram, e, melhor, ajudarem outros a atingir o sucesso deles. Aliás eu recomendo: 

“Observem e copiem as pessoas que tiverem mais sucesso que vocês”. 

É disso que estamos a falar aqui: como é que se podem tornar os melhores copiadores. Como? Vamos ver.

Rui Gabriel

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Introdução

Bem Vindos,
todo o conteúdo deste blog é copiado de uma apresentação ao vivo de Eduardo Salazar, personal business coach de muito sucesso mundial. Esta apresentação foi feita no México em Abril de 1991 e desde então traduzida, copiada e recopiada vezes sem conta, tal é o valor dos ensinamentos que ele em boa hora achou por bem partilhar com o mundo.

O impacto em mim é tão grande que decidi colocar por escrito as muitas horas de audio do programa, adaptando o que deve ser adaptado para ser mais facilmente compreensível  por todos.

Pessoalmente fez e está a fazer toda a diferença no meu modo de encarar a vida, e, consequentemente, nos sucessos que vou alcançando em todas as facetas da vida. Fez a diferença entre trilhar as estradas do fracasso ou mudar de paradigma e caminhar num trilho de sucesso. Se não sabes a diferença mantém-te atento aos posts que irei colocando à medida que for conseguindo colocar por escrito e rever este programa fantástico chamado MENTALIDADE.

Espero que tires tanto poveito dele como eu e toda a minha equipa.

Rui Gabriel
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