terça-feira, 25 de novembro de 2008

Contágio

Onde estão as pessoas de sucesso de quem poderemos aprender? Estamos rodeados delas. O problema é que nem todas estas pessoas fazem cursos e palestras, nem todos dizem: “ok, senta-te aqui que eu vou-te dizer o que fiz para ter sucesso.” Este é o problema. Ou então não tens acesso a eles, as casas deles têm guardas que não te deixam entrar, eles andam com guarda-costas que não te deixam aproximar. Não consegues observá-los de perto para ver o que eles fazem: “eles fazem exercício? Eu também vou fazer. Eles leem livros? Eu vou ler também.” Não seria isso ideal? Seria sim, mas eles não deixam.
Faz estas perguntas fundamentais para a tua vida:
1-      “Quem é que eu escolho para estar perto de mim?” A maior parte da minha vida quem é que está junto de mim? Com quem falo? São pessoas de sucesso ou são pessoas fracassadas? Tomem nota: o fracasso é contagioso. É como uma gripe. As ideias do fracasso são contagiosas, os hábitos, os costumes são contagiosos. Vais para o norte, daqui a pouco vais falar como? Com o sotaque nortenho. Acredita! Se fores para o sul daqui a pouco estarás a falar com o aquele sotaque. Vai ser assim, é assim que acontece. Isto é extremamente importante: “De quem me rodeio e com o que é que eles me estão a contagiar?” É que este contágio é normalmente bastante inconsciente e muito subtil. Subtil mas poderoso.
2-      “O que estão essas pessoas a fazer comigo? Como influenciam as minhas escolhas? O que é que eles me fazem comer? O que é que me fazem pensar? O que me fazem dizer? Onde é que eu vou por influência deles?“. É que se te juntares com religiosos, eles vão levar-te para onde? Para a igreja, não é verdade? Se te juntares com jovens da noite eles vão levar-te para onde? Para as discotecas e para os bares. Se te juntares a atletas, eles levar-te-hão onde? Para o ginásio, ou para o parque para umas corridinhas. Se te juntares com empresários, vão-te levar para onde? Para o trabalho. É assim! Eu não estou a dizer que todas as pessoas que te rodeiam estejam erradas, mas tu tens de saber o que é que está a acontecer. Certo? É que, se aquele está a ler um livro que o entusiasma, vai dizer de quê? “Tens de ler este livro!” Se o outro anda a ouvir umas gravações, vai dizer-te o quê? “Ouve estas gravações.” Se mais alguém lê informações importantes num blog ou num site não irá recomendar esses sites aos seus melhores amigos? E, destes, muitos irão ler ou ouvir ou ir a algum lugar por recomendação de outros. É deste contágio que estou a falar. Deixa-te contagiar por este tipo de pessoas: pessoas positivas que estão a ir a algum lugar. As informações com que te contagiarem são boas para ti, deixa que te contagiem, que engordem o teu cérebro com mais conhecimento. Obviamente as pessoas que nos rodeiam irão dar opiniões e grande parte do contágio vem sob a forma de opiniões. E estas opiniões são o resultado das avaliações feitas por essas pessoas, o que elas acham, ou opinam. Deixa que te diga uma coisa: Para seres uma pessoa que ganha um milhão de euros, para mereceres que te paguem um milhão de euros, não precisas ser perfeito. Não tens de ser o super-homem! Não. O problema é não conheceres o sistema. Pensas: “bem, eu tenho um monte de defeitos, será que eles irão impedir-me de ser rico?” lembra-te daquilo a que se chama o “milionário comum”. É um milionário e é uma pessoa comum! Chegam a milionários comuns quarenta pessoas todos os dias. É verdade! Não tens de ter somente virtudes e nenhum defeito! Eu não vou dizer que nunca perco tempo a ver televisão. Não é verdade! Eu vejo televisão. Eu tenho uma vida normal. Só que eu já percebi quais os botões que tenho de carregar e nunca os posso descurar para continuar o fluxo de dinheiro que tenho sempre. Quais são esses botões? São que tenho de fazer tudo perfeito: as reuniões, os treinos e formações, cada detalhe do meu trabalho. Sabem que às vezes aparecem amigos lá em casa e dizem-me : “não acredito que estejas a ver televisão! E ainda por cima uma novela!” Sim, estou, é verdade. Eu vejo televisão. Mas também leio os livros, ouço as gravações e carrego todos os botões necessários para fazer crescer o meu negócio. Ouço as notícias? Sim, mas não deixo que me contagiem. Ouço falar da crise mas não penso “Oh meu Deus! Agora ninguém vai querer comprar os meus produtos!” não, eu não me deixo contagiar pelas notícias negativas. Eu também escuto as opiniões das pessoas, mas não me deixo contagiar, eu não acredito nelas. Alguém ainda ontem me veio dizer: “isto está muito difícil! Ninguém quer comprar estes produtos!” e eu respondi: “Não é verdade. O que se passa é que tu acreditas nisso e não falaste com suficientes pessoas. Começa a falar e vais ver.” Outro diz: “é impossível construir uma organização”. Não é verdade! Só tens de ir a todas as reuniões e continuar a convidar pessoas e vais ver que recrutas um monte de gente.” Não vêm cinquenta por dia, mas em todo o caso irás construindo a tua organização.


Rui Gabriel
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sexta-feira, 21 de novembro de 2008

O Sistema

Quando não conheces um sistema de sucesso, e te guias somente pelo sucesso dos outros, é fácil colocares para ti mesmo metas irrealistas. Não conheces a estrada, nem a potência do teu carro mas dizes: “em meia hora chego a Madrid”. É óptimo seres optimista, mas não conheces ainda o sistema de trabalho. E se eu te disser que são 600 quilómetros até Madrid? A que velocidades irás? É que o teu carro poderá no máximo fazer 100 km por hora em média. Então, se fores a 100 km por hora sem parar para nada, irás demorar 6 horas e não meia hora. “ah”, dizes então, “então agora já conheço o sistema: estrada, carro, velocidade, combustível, tempos de descanso e para comer... chego a Madrid daqui a 8 horas”. Ah! Então agora já és mais realista, e não irás desistir depois de uma ou duas horas e de descobrires que afinal chegar a Madrid em meia hora não está ao teu alcance. Nos nossos negócios é a mesma coisa. Há pessoas que começam e dizem “eu vou fazer um grupo rápido e ganhar não sei quanto...” mas o problema é que não conecem ainda o caminho, nem o veículo com que poderão contar ou seja, não conhecem o sistema. Depois de o conhecerem já dizem “ah, eu acho que vão ser precisos alguns anos”. Não se preocupem porque, em multinível, mesmo assim será muito rápido, mesmo que demore alguns anos. A maior parte das pessoas, depois de trabalharem 50 anos não chegaram a conseguir ganhar um milhão de euros, se tu o conseguires em 10 anos.... está bom! Agora, se o fizeres em três, isso é excelente. Eu teria gostado de dizer que eu o consegui em dois anos, claro que gostaria, mas demorei quatro. Por isso é importante que faças da tua história  a melhor história possível. Depois de passada, não podes voltar atrás.
As pessoas de sucesso não desesperam. Têm muita paciência e ajustam-se ao plano até que conquistem as suas metas.
Resumindo:
1 -Tens de aprender com os  fracassados.
2- Aprende com as pessoas de sucesso. As pessoas que estudam o sucesso. Eu não sabia que era assim, que o sucesso era tema de estudo exactamente como matemática, química, arquitectura ou medicina. Se eu tivesse sabido.... Vocês não imaginam... Eu era um óptimo estudante na faculdade. Teria estudado todos esses livros sobre sucesso, eu juro! Se eu tivesse apanhado esses livros nessa altura, imaginem o que poderia ter acontecido! Vocês têm essa oportunidade agora. Dêem esses livros aos adolescentes de 15 ou 16 anos ou 18 anos e vejam o que essas informações podem fazer por eles. Mark Hughes, o fundador da Herbalife, foi afortunado nesse sentido porque ele ouviu essas informações sobre sucesso quando tinha 19 anos. É incrível o que faz a informação certa na cabeça de um jovem inteligente! Chegou a ser o 5º homem mais rico da Califórnia. Incrível, com 19 anos! Onde é que eu andava quando tinha 19 anos? Em que pensava? “como tirar um 10 a anatomia!”. O importante é que estudes as pessoas de sucesso, as que estão a andar para a frente: o que é que fazem, repetidamente, como rotina. Tens de descobrir isso porque é o que fazemos todos os dias que nos leva numa certa direcção. Se estudares essas pessoas poderás obter o segredo do sucesso delas. Isto é o que há a fazer, mais que tudo: Torna-te um bom estudante, obtém o conhecimento e a informação. As ideias. 

Rui Gabriel
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terça-feira, 18 de novembro de 2008

Veneno para o fracasso

Para encontrares soluções precisas de boa matéria prima que te ajude a tirares melhores conclusões e a tomares decisões melhores. Esta matéria prima como já sabes é informação. Então, os fracassados são óptimos para encontrar justificações, para exprimir opiniões pessimistas, para explicar porque é que “isto” ou “aquilo” não vai dar certo, para prometer e não cumprir. Já o disse antes e repito agora: o que eu faço é um ataque total aos fracassados. Eu gostaria que estas minhas palavras fossem um veneno mata-fracasso ainda mais poderoso do que tem sido. E vocês não imaginam quão poderoso tem sido a eliminar o fracasso da vida das pessoas!! Os fracassados são aqueles que prometem e não cumprem, aliás nunca fazem uma coisa completa, nunca! Eles fazem 80% bem mas esquecem-se da última parte. Se tiverem de pintar uma parede, pintam 80% bem, mas erram os detalhes e os acabamentos. Toma nota: nos detalhes está o segredo do sucesso. O cavalo que ganhou a corrida não ganhou por 10 metros, mas por uns escassos centímetros. Numa corrida de 10 quilómetros, o que fez a diferença entre um vencedor e um vencido foram os últimos 20 centímetros. É aqui que as pessoas ficam confusas. Dizem: “parece incrível! Como é que ele ganha muitíssimo mais dinheiro que eu se fazemos quase a mesma coisa?” Sim, quase a mesma coisa! Mas naquele quase é onde ele ganha um milhão de euros a mais, nos detalhes. E quais são os detalhes exactos? Já me perguntaram: “mas porque é que fazes o teu trabalho dessa maneira?” eu respondo: “porque é o resultado da minha experiência, é assim que tem de ser para funcionar”. E às vezes respondem: “não, é preciso mudar isto e aquilo”. “Bom, se quiseres muda tu, eu não”, porque é ali que está o segredo do meu sucesso. Eu vou como uma lancha rápida e só imagino o futuro espectacular daqui a uns dez anos!
Bem, continuando, os fracassados não se comprometem com nada, nem com eles mesmos, enquanto as pessoas de sucesso são totalmente comprometidas, não dizem sim antes de estarem completamente comprometidas. Os fracassados dizem “sim, sim, não te preocupes, amanhã eu estou aqui, e vou ficar supervisor, e não sei mais o quê", mas nunca mais os vês. “Amanhã eu inicio o negócio e vou fazer 10 mil pontos” mas nunca mais lhes pões a vista em cima. É assim. Já aconteceu isto com algum de vocês? Comigo já. E ainda bem que vão logo embora, porque só dão trabalho e criam mau ambiente com as queixas e queixinhas. Eles desesperam rapidamente e não têm paciência, nem determinação: “entrei hoje neste negócio, e amanhã já quero o meu milhão de euros”. Isso não funciona assim! Em nenhum negócio as coisas são assim, em emprego nenhum as coisas são assim. Um tempo razoável para ganhar um milhão de euros são de 5 a 10 anos. Pode ser possível fazê-lo mais depressa, em 2 anos, pode ser, mas tem a ver quão determinado e encaminhado estás.

Rui Gabriel
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sábado, 15 de novembro de 2008

Desculpas

O estranho é os fracassados, especialistas em criticas e matar ambições, terem eles próprios um pavor enorme de serem criticados. As pessoas de sucesso, ao contrário dos fracassados, auto-criticam-se, estudam a fundo a própria experiência e dizem: “isto ou aquilo, não funcionou, tenho de fazer correcções. Não gostei do resultado, tenho de melhorar”. Ninguém tem de vir dizer-lhe que errou. Um fracassado faz asneira, tenta esconder e ainda quer ser louvado. Tem uma necessidade de reconhecimento brutal. Teve um pequeno sucesso e fica louco pensando que já está rico! É melhor deixar que os resultados falem por si próprios. Eles é que te vão dar o reconhecimento que mereces. Não adianta dizer “eu quase vendi” ou “ele quase comprou”. Aquele “quase”.... “perdi por pouco”, “quase fiquei rico”. Isto não funciona. O “quase" é muito bom porque te pode indicar que estás no bom caminho e pode mostrar-te as correcções que tens de fazer, mas o que realmente conta são os resultados. Os “quase” não te pagam as contas. 
Os fracassados são óptimos a arranjar desculpas. Têm uma biblioteca de desculpas para tirar da cartola a desculpa perfeita para cada ocasião e poderem explicar porque é que continuam fracassados. Perguntem a quem não está aqui hoje ou não lê os livros todos os dias, ou não aproveitam as oportunidades e adivinhem o que vão ouvir: desculpas. As pessoas de sucesso não põem desculpas. Vão e fazem o que tem de ser feito. Sabem o que querem, vão e fazem. Nunca usam desculpas para não fazer ou explicações sobre porque é que não fizeram. Não há desculpas, não vivam de desculpas. “porque é que não leste este livro?” e aí vem a desculpa. “Porque é que não foste àquela formação?”- nova desculpa. “Porque é que andas a adiar as tuas decisões?” mais uma. Há sempre uma desculpa perfeita: “o marido, os filhos, a esposa, o gato que não tem quem cuide dele... “etc. São óptimas desculpas! E funcionam! Realmente não podes fazer nada do que deve ser feito, incluindo mudar de vida e ganhar dinheiro sério. Toma nota: Quem tem desculpas não tem dinheiro. Os fracassados têm sempre todas as respostas, mas não têm dinheiro. Eles até já sabem porque é que o universo funciona, como funciona, eles sabem tudo mas não têm resultados.
Dizem os livros: “se és tão inteligente, então porque é que és pobre?”. É que “riqueza não é uma questão de inteligência”. “Riqueza é questão de informação”. A inteligência é somente a habilidade de entender as coisas rapida e correctamente, mas por si só não compensa a falta de informação, embora a informação compense a falta de inteligência. Entendes? Uma pessoa inteligente vem aqui, explicas-lhe como funciona este computador e ele começa a usá-lo imediatamente. Certo? Ele é inteligente e recebeu a informação. Se ele fosse somente inteligente mas ninguém lhe explicasse como funciona o que faria ele? Nada. Agora vem aqui um tontinho, que não é muito inteligente e precisa que lhe expliquem dez vezes. Mas na décima ele entende e pode vir a fazer um trabalho tão bom ou melhor que o inteligente.
O problema é quando alguém se acha inteligente. Eu era um desses “eu sou super inteligente”. Então o que é que irá aprender se acha que sabe tudo? É que é fácil confundir níveis de informação com níveis de inteligência. Isso é errado. Podes até ter um nível de inteligência baixo, mas se tiveres muita informação fazes tudo bem feito e terás um enorme sucesso. Também podes ter um nível de inteligência muito alto mas sem informação certa tornar-te-ás um fracassado. Entender o problema “riqueza-pobreza” requer inteligência. Mas para o resolver é necessária informação adequada, a receita, como uma receita de culinária. Não adianta dizer: “pesquisa a ver se encontras a informação certa por ti próprio” e vou dizer porquê: se não tens a informação correcta na tua mente, onde irás tu procurar a solução?

Rui Gabriel
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quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Fracassados

Porque esquecemos os detalhes mais importantes,  o treino, a aprendizagem, têm de ser contínuos. Dizes: “eu já vi isso” ou “eu já falei com ele”. “Eu já sei tudo e ele também já sabe tudo”. Isso não é verdade, nem tu nem ele captaram tudo, ou captaram e depois esqueceram. Sabes porquê, porque o dia-a-dia é normalmente um mar de negatividade. Muitas vozes lançam-te  lixo mental dizendo “não é possível”, “não podes”,”não consegues”, e estas são ordens que programam o teu cérebro. Os fracassados não sabem tomar decisões, vão atrás desta maré de opiniões negativas que se transformam em ordens. Não sei se já leram “Pense e Enriqueça”. Este livro diz assim: “as pessoas de sucesso decidem iniciar alguma coisa rapidamente, e, se depois têm de mudar de decisão, fazem-no muito lentamente. Os fracassados decidem iniciar muito devagar e, se depois mudam de opinião, fazem-no muito depressa. Ou seja, se tens uma oportunidade para apanhar ou para oferecer e és uma pessoa de sucesso ou a outra pessoa é de sucesso, aproveitam-na imediatamente e começam a trabalhar naquilo e, se depois pensarem “bom, não sei se este negócio me convém” saem lentamente. Demora tempo a decisão de saír, primeiro lutam muito para terem sucesso. Vão a todas as formações para aprenderem mais, leem todos os livros e falam com o máximo de gente bem sucedida naquele negócio particular. Um fracassado demora um monte de tempo para decidir começar, às vezes nunca chega a começar. “Ai será que começo? Será que faço?” Demora muito. E, se depois se lhe apresenta uma outra possível oportunidade, deixa tudo imediatamente. Não querendo isto dizer que inicie a outra imediatamente, normalmente ainda fica a pensar “será que me convém? Será que sou capaz?”. Vivem a tentar encontrar uma fórmula mágica que os faça ricos sem trabalhar. Não observam as pessoas de sucesso, não pedem conselhos, pensam que sabem tudo, não escutam, as informações entram por um ouvido e saem por outro. E esta atitude de “não escutar” é uma das principais responsáveis pela falta de aprendizagem.
Tu, por teu lado, torna-te um bom observador das pessoas de sucesso. Elas fazem coisas que repetem continuamente e, se descobrires que coisas são, já avançaste um bom bocado. Os fracassados também fazem coisas que repetem continuamente e, uma vez que descubras já sabes: “ok isto é o que eu não devo fazer”. É muito fácil ficar rico. Simplesmente observa o que faz um rico, o que ele lê, o que ele come, onde ele vai, em que trabalha e começa a copiar isso tudo. Queres ser pobre? É muito fácil também. Observa o que eles dizem, como vestem, que lugares frequentam, em que trabalham, e copia isso tudo. Então vais ficar exactamente como eles. Os fracassados são óptimos para criticar e matar ambições, desejos e a iniciativa dos outros.

Rui Gabriel
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segunda-feira, 10 de novembro de 2008

"Ter mais" é "servir mais"

Pois era, salvaríamos as nossas vidas se tivéssemos a sorte de poder aprender com os fracassados, ou pelo menos com os fracassos dos outros.Porque o importante não é o que essa pessoa obteve, o importante é como essa pessoa está agora. Atenção a isso: há pessoas que vivem de glórias passadas. “Não sabes? Eu fui isto e aquilo! E já tive isto... e aquilo!”. “Óptimo”, dizes tu, “e depois?” “Ah eu perdi tudo.” “Então saíste do clube dos bem-sucedidos e entraste no clube dos fracassados”. Sabes o que essa pessoa irá dizer? Desculpas e pretextos. “Sabes o que foi? A inflação! Foi o Governo, o governo malvado... Foram os bancos!”. “Então quer dizer que no teu plano não previste esses invernos. Estavas desprevenido. Não estavas a trabalhar como a formiga, prevenida, que pensa sempre no inverno que pode chegar e guarda, guarda. Ainda bem que me contas isso. Assim eu posso estar preparado se algo semelhante acontecer.”
Não pensem que é ganhar um milhão de euros e pronto, acaba o plano. Não. Isso é somente parte do plano, do jogo. Vamos ver como te sais no segundo tempo. Há pessoas que ganharam muito e perderam tudo e isto ainda é pior do que nunca ter ganho nada. Como uma criança que colocas no cavalinho somente para a tirares de lá um segundo depois.
Aprende do negativo assim como do positivo. Não ignores o negativo, não tens de o ignorar. Aprender com as coisas negativas pode ajudar-te a salvar a tua conta bancária, ou o teu futuro. É incrível como pensam os fracassados! É incrível! Os fracassados só pensam em receber, que alguém lhes dê qualquer coisa. Procuram ter amigos para que lhes deem coisas. Querem que toda a gente os ajude quando precisarem. Por isso há quem diga que é melhor ter amigos que dinheiro, Eu não sei. Agora que tenho dinheiro tenho mais amigos. Quando não tinha dinheiro ninguém queria ser meu amigo... até parentes apareceram não sei de onde! Ok, agora fora de brincadeira: eu acho que em toda a vida terás uns dois ou três amigos, no máximo. Amigos verdadeiros! Daqueles de quem fala Jim Rohn quando diz que um amigo é aquele que sabe tudo acerca de ti e mesmo assim é teu amigo. Telefonas-lhe e dizes que estás do outro lado do mundo, na Malásia, e dizes: “olha, estou preso”. E ele deixa tudo o que estava a fazer, mete-se no avião e vai-te tirar da cadeira. Esse é amigo. Não aquele que te responde “ah, que chatisse. Olha quando saires dá-me um toque para tomarmos um café.”
Os bons amigos são muito difíceis de encontrar. Essa amizade constrói-se, assim como se constrói uma fortuna. O resto é companheirismo “eu gosto dele”, “é bom rapaz”, é boa rapariga”, etc... Agora, onde eu acho que existe a verdadeira amizade é no amor de mãe para filho ou filha. A mãe daria o próprio sangue pela vida do seu filho. Aí existe esse amor puro. Ao contrário não funciona igual. O filho diz: “ok, mãe, eu há cresci e agora tenta safar-te da melhor maneira”. Nem sequer o amor de pai é assim, não, tem de ser de mãe. Refiro-me à humanidade no geral, naquilo que podemos todos observar.
O fracassado espera que lhe deem tudo, incluindo ganhar a lotaria. Não espera conquistar! Ele não luta! Ele diz assim: “deram-me um emprego.” O problema é que eles, assim como todos nós, não iremos obter nada além do que merecemos. Qual é então a forma de ganhar mais? Merecer mais. Esta é a resposta. E como é que poderás merecer mais? Serve mais pessoas e serve-as melhor. Os fracassados estão focados em “receber mais” e os bem sucedidos estão focados em “servir mais”. Não é interessante? Os fracassados esquecem rapidamente o que aprendem nos cursos, nas reuniões de trabalho e desenvolvimento pessoal. Por isso o treino e esforço para te melhorares tem de ser contínuo. Todos temos tendência para esquecer os detalhes mais importantes.

Rui Gabriel
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sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Aprender com os outros

2- De onde vem a informação sobre ti próprio? Da experiência de outras pessoas. 
Todos nós podemos procurar alguém que nos guie, que nos dê conselhos. A questão é que tens de te certificar de que a pessoa que te dá conselhos tenha ela própria os resultados. É que é muito fácil dizer “eu sei tudo”, mas os resultados estão onde? “Resultados? Não sei, devem estar para chegar... mas eu sei tudo.” 
Precisas de um guia para quê? Quando estás dentro do jogo é difícil poderes pensar em tudo, tens de saír para corrigir a estratégia. Como fazem os jogadores em alguns desportos: estão a jogar e de repente pedem tempo analisar como estão e corrigir a estratégia. Só depois voltam ao jogo.
É claramente importante assistir a este género de reuniões, de treino, de avaliação e de estratégia, para poderes ver com os olhos de outras pessoas e verificares se o que estás a fazer e a pensar correspondem com a verdade. “pois é! É verdade! Eu estava a calcular de forma errada! Estava a dar o valor de 100 em vez de 1 e agora é 1 em vez de 100.” Então começas a corrigir, ouves os audios e lês os livros e os blogs de novo, lês de novo o manual. Mesmo que  digas “mas eu já li!” isso não importa. Tens de ler de novo e acabas por encontrar o que andavas à procura, o que estava a faltar para teres sucesso. É normal que das primeiras vezes te tenham escapado muitos detalhes, por isso precisas de ouvir ou ler esse material de novo, precisarás de ler dez vezes se for necessário. Eu acho que li “Pense e Enriqueça” umas vinte vezes, e “O Homem mais Rico da Babilónia*” acho que já o terei lido umas quarenta vezes. A história de Arkad... eu adoro esta parte do livro. Praticamente decorei este livro integralmente. 
Há quem diga: “eu não tenho tempo para ler”. Como é que não tens tempo para ler? Acorda de madrugada! “de madrugada? O quê? Estás maluco!” Sim estou maluco, mas nós os malucos ganhamos milhões de euros, os normais não. Certo? Então, tens de aprender também, além da tua experiência pessoal, da experiência de outras pessoas. E, entre estas há dois tipos: 
1- Os fracassados. Fracassados economicamente. Jim Rohn diz que todos deveríamos aprender com os fracassados, são parte da experiência humana. Toma boas anotações acerca do que tens de evitar. Por isso é mau que os fracassados não façam palestras, Não seria incrível deixar um deles contar tudo sobre a sua vida? “Olá o meu nome é Fulano de Tal e vou-vos contar como é que consegui fazer da minha vida um verdadeiro desastre. Fiquei no meu emprego a minha vida inteira a ganhar o salário mínimo e pensava que era um salário incrível. E vou contar tudo para vocês não fazerem o que eu fiz. Eu estudei durante toda a minha vida e acumulei um monte de títulos, mas estou a contar isto para vocês não fazerem como eu. Esta não é a saída. Eu ganhava 100 e gastava 500, usava um monte de cartões de crédito e venho dizer-vos que a saída não é por aí. Alguém um dia falou-me dos livros “Pense e Enriqueça” e “O Homem mais Rico da Babilónia*” e eu comprei-os. Comprei-os mas nunca os li e agora entendo que essa não foi uma boa ideia. Também pensei que a reforma fossa a coisa mais importante”. Não seria isto incrível? O que aprenderíamos nesse dia? Aprenderíamos como salvar as nossas vidas.
*Encontra este e outros livros na Minha Biblioteca em www.netvibes.com/ruigabriel


Rui Gabriel
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quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Aceitação de ti mesmo

Tens de aceitar a tua própria história. “Estou a ir para onde? Onde é que eu errei?” Tens de aceitar estes erros e aceitar também o que funcionou.
1- De onde vem a informação sobre ti próprio? Da tua própria experiência, da tua própria vida. Os gregos diziam: “Conhece-te a ti mesmo”. És impontual? “Quem? Eu? Não, isso não é verdade!” Em vez disso, talvez sejas mesmo impontual e deves dizer com sinceridade: “Sim, sou impontual.” Acordas tarde? “Sim, é verdade, eu acordo tarde. Mas agora que eu percebi esses erros, vou corrigi-los!”. Olha, estás gordo! “Eu? Gordo? Não! Eu não!”. Não deves fazer isto. O peso em excesso não é uma questão de opinião. Pesa-te e admite se tiveres peso a mais e corrige. Tens de saber quanto medes, de estás gordo ou magro, se a tua aparência é boa ou não. Isto são coisas que tens de saber porque deste conhecimento e aceitação partem as correcções que tiveres de fazer. 
És pobre? “Eu? Não! Tenho andado um bocado atrapalhado, mas pobre? Não!”. “Fracassado eu? Não! Não me considero fracassado!”. Sabes o que é melhor? Que te consideres fracassado, e pobre. Eu tive de aceitar isso antes de poder mudar! Eu morava onde moravam os fracassados, o meu carro era como os carros dos fracassados, comia onde comem os fracassados, a minha conta bancária era igual às dos fracassados, a minha aparência era a de um fracassado, a minha mentalidade era a de um fracassado. Eu tive de aceitar tudo isto. E uma vez que descobres e aceitas tudo isto o que acontece? Tens a possibilidade de dizer: “eu vou tornar-me uma pessoa de sucesso! Eu mereço estar aí. Mereço chegar lá e vou conseguir! O que é que tenho de fazer?” Com esta pergunta começa o teu caminho. “ok eu sou gordo.” Óptimo, agora vamos ver como é que podes ficar magro. “sim, é verdade, eu não tomo banho todos os dias e isso está a prejudicar o meu negócio. Já não tenho clientes porque o meu cheiro não é agradável.” “Sim, é verdade, mas tudo isso vai mudar. Eu arranjo desculpas para não participar nas reuniões de aprendizagem e penso que engano o meu patrocinador, penso que ele acredita no meu pretexto, mas a única pesoa que se prejudica sou eu mesmo. Vou parar com isto, vou levar a minha vida a sério”. 
Uma vez que tenhas percebido os erros tomas a decisão de mudar o que for necessário para corrigires a tua situação. Nota bem: “Mudar Tudo o Que For Preciso”. Sabem que há pessoas que perguntam a mesma coisa que explicam os livros, nos blogs e nos audios e videos de treino. E eu pergunto “não estudaste o material?” e elas respondem “eu sim!” Que estranho, se estivesses comprometido a fazer tudo o que é preciso fazer, saberias as respostas ao que estás a perguntar! “Não estiveste no curso este fim de semana?” “Sim, estive!” Mas que estranho! e daí talvez não tenhas estado, ou tenhas estado distraído.Não é assim? “Mudar Tudo o Que For Preciso” significa aceitar o que és e o que fazes, ser honesto contigo mesmo e a seguir tomar providências para mudar as coisas. 


Rui Gabriel
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segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Deus diz sempre que sim.

"Que seja o que Deus quiser", dizem alguns. Tomara que Deus queira... só que Deus quer sempre. Tu dizes: "Deus, eu vou-me matar." e o que diz ele? “Eu apoio-te!”... ou não.  “Eu decidi tornar-me rico.” O que diz Deus? “Eu apoio-te, filho!” . "Eu vou conseguir entrar na universidade. Apoias-me?”, “Eu apoio-te, filho”. “Eu vou gastar tudo e ficar na pobreza.” O que diz Deus? “Eu apoio-te filho!” Ele apoia-te em tudo. Até os criminosos dizem “ajuda-me meu Deus!” Deus diz sempre que sim.
Tens de ver o que andas a fazer com o teu tempo e com a tua vida, sem enganos. “Como estou? Já faço isto há um ano, ou mais, como estou? Sou quem que quero, cheguei onde quero? Estou a aproximar-me da minha meta ou estou cada vez mais longe?”, “Eu achava que estva caminhando para o norte, e afinal estou caminhando para o sul?” Tens de perceber a tua situação rapidamente. Se estás no autocarro errado tens de perceber isso rapidamente. E quando perceberes vais fazer o quê? Tens de dizer ao motorista: “Senhor motorista, pare porque eu estou no autocarro errado.” Mas isso requer sabes o quê? Coragem! Primeiro, obviamente, informação. Mas há pessoas que já têm a informação e dizem: “sim, é verdade, eu já sabia disso, o cigarro é mau”. Mas agora falta o quê? A coragem para deixar de fumar. “OK. Eu vou acabar com isso.” Há pessoas que dizem: “mas como é que eu vou deixar o meu emprego, se eu adoro a minha profissão?” Bom, isso requer coragem. “Como é que eu vou parar com os meus velhos hábitos?”
Deixem que vos diga: cada nível de vida é um mundo diferente. Com costumes diferentes, linguagem diferente, formas de vestir diferentes, hábitos diferentes. O filho de um industrial casa com uma empregada doméstica e parece uma mancha na casa dela: chama a atenção e não se sente à vontade. Se forem morar com os pais dele, ela é que parece uma mancha. Porquê? Qual a razão? Hábitos, costumes, educação, mentalidade... aí está a diferença. Eu tive de passar por esse processo. Tens de verificar os teus hábitos, costumes, mentalidade, valores, e corrigir o que tiver de ser corrigido, com o máximo de ética e lagalidade. Não podes ser rico parecendo pobre, nem ser pobre parecendo rico. Não podes ser um fracassado se tiveres sucesso, nem parecer bem sucedido se fores fracassado, simplesmente não é possível. Não encaixas aí. É como aquele que recebe um carro emprestado e um mês mais tarde o devolve todo destruído. Porquê? Pelos seus hábitos, os seus costumes, as suas características. Para ele não importa que bata, que risque. Para ele não importam os detalhes, não importa que esteja sujo. Para ele não importa! Para ele está tudo bem. Para o seu sistema de avaliação isso é até bom... um pouco de poeira, ou um pouquinho de rugas. Está bem, é assim, ele está acostumado com uma conta bancária azerada. Se um dia se encontrar com dinheiro até se assusta e diz: “o que aconteceu?” Não é assim? Ele é bom para negociar sem dinheiro. “como fazemos? Não posso pagar depois? Ou em prestações?” Porque é que não usa esse engenho a fazer mais dinheiro? Ele é bom para usar os cartões de crédito. Primeiro usa um, depois usa outro, e usa um para pagar o outro... e eu digo: “olha que inteligente que tu és! Porque é que não usas isso para ganhar dinheiro?” Até há cursos para ensinar a usar os cartões de crédito! Eu, por mim, rasguei-os a todos, e a partir dali, se podia comprar comprava e se não podia comprar não comprava. Ponto final. Isto chama-se “controlo dos desejos de comprar” e é uma das mais importantes habilidades que tens de desenvolver se quiseres ficar rico. Gastar o dinheiro que se tem é um hábito, e não importa quanto dinheiro tenhas, gastá-lo-ás sempre todo, a não ser que desenvolvas esta admirável capacidade. Tens de desenvolver uma mentalidade e uma filosofia bem clara no que diz respeito ao teu dinheiro.


Rui Gabriel
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