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terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Será para mim?

O meu segredo é que eu não deixo que me contagiem. Eu ouço, mas não me deixo contagiar. Eu também canto no karaoke, quem costuma ir a minha casa sabe. E também gosto de tequilla. Eu faço muitas coisas que não abonam em relação à minha perfeição, estou tão longe de ser perfeito. Eu digo-vos isto para que não se dispersem em ideias negativas. Isso aconteceu comigo: eu queria ser o homem perfeito para ganhar o meu milhão de euros. Não era, nunca fui e nunca o consegui ser, mas consegui o meu milhão mesmo assim. Como? Acrescentando todos os “botões” que foi preciso acrescentar e carregar neles todos os dias: isto é o sistema de trabalho.
A maioria das pessoas vão dar opiniões baseadas em conjecturas, nem sequer em experiências. É assim: “eu acho que isso não vai dar certo.” Lembrem-se que estas opiniões virão a tornar-se ordens e irão programar o vosso cérebro se prestarem atenção a isso e não provarem a vocês próprio que essa ideia negativa está errada. Ouviram falar em PLN? Programação Neuro Linguística?  Fala sobre isso. Sobre a limpeza geral a efectuar nas programações negativas que recebeste desde o dia do teu nascimento, e até antes. E essa programação diz que és tolo, que não podes fazer isto ou aquilo, que não és capaz, que não é para ti, que não mereces e tu acreditaste nisso tudo. Claro que acreditaste, foram as pessoas que mais credibilidade têm que to disseram ao longo de toda a tua vida! E diante de um desafio dizes “não sou capaz”, “eu não mereço ficar rico”, “isso é para os outros”, “ah mas... mas.... mas...” e passam-te as oportunidades ao lado sem que as aproveites e tornas realidade as mentiras que te colocaram na cabeça acerca do que és capaz e do que mereces. Não é interessante como a nossa vida se transforma naquilo que nós pensamos sobre nós próprios e isso depende em enorme parte das influencias que recebemos? Não há problema em ouvir ideias negativas de outras pessoas, o problema é que aos poucos acabam por transformar-se em ordens... se tu deixares. 
Estou a ler um livro chamado “A Mente Milionária” e aí está escrito que todos os milionários com mais de 10 milhões de dólares, em algum momento das suas vidas lhes disseram que eram atrasados e que nunca iriam ter sucesso. Tinham péssimas notas na escola e que, por isso, iriam fracassar. E eles escutavam tudo isto e, o que acham? Que acreditaram? Agora, sabem uma coisa? Comigo aconteceu o mesmo. O estímulo que eu recebi do meu pai toda a vida foi ouvir dizer que eu iria fracassar. Lembro-me de uma vez alguém ter dito ao meu pai que eu iria ter um curso de oratória e teria de praticar muito e meu pai respondeu “O quê? Ele? Oratória? Ele vai falar no palco?” “Sim, o seu filho!” e eu pensava: “Claro que eu posso!” qual era a minha outra opção? Acreditar que não iria conseguir? Isso para mim não era opção! O estímulo negativo do meu pai acabou por tornar-se positivo porque eu foquei-me em provar que ele estava errado. O problema só existe quando acabas por dizer “é verdade, eu não tenho jeito para isto”, “eu não posso”. Depende somente de ti o deixares-te influenciar por estas opiniões... ou não. As pessoas podem dizer o que quiserem, estamos num país livre, mas o efeito que as palavras têm sobre ti, somente tu é que decides. 
Porquê não ter um milhão de euros? Porque é que não hás-de conduzir o Porsche? Ou o Ferrari? Porque não tu? Porque é que não vou de férias para os melhores hotéis? Porquê não tu? Porque não? Porque é que não hás-de ter a melhor roupa ou comer nos melhores restaurantes? Esta é a diferença entre as pessoas que têm tudo isto e as que não têm. Estas dizem “ah, isso não é para mim... porque... porque...” e os que o conseguem dizem “porque não? Porque é que não há-de ser para mim?” Os primeiros dizem: “vamos comer um almocinho de um euro e meio porque o restaurante XPTO não é para mim” e acreditem nisto: “não é mesmo!” Porquê? Porque essa pessoa já tomou a decisão de não ir ao restaurante e programou o seu cérebro com a ordem “não é para mim” e isso será verdade. Se dissesse: “hoje não vou, mas irei em breve”, isso seria uma ordem também. Jesus Cristo dizia: “continuem a ser como crianças” porque as crianças não veem obstáculos, só veem possibilidades, querem conquistar tudo e vão fazê-lo.  É preferível ser assim em vez de dizer sempre “é impossível”, “nestas circunstâncias não vai dar”. Então faz o seguinte: aceita as opiniões somente das pessoas credíveis. E quem são elas? São as que têm os resultados que tu pretendes. Elas é que podem opinar com segurança e dar-te realmente uma ideia acertada. Se tu ganhas 10 e essa pessoa ganha 20, anota as suas opiniões em relação aos ganhos, mas quando tu ganhares 25 essa pessoa já não te pode dar as melhores opiniões, tens de encontrar quem ganhe 50 e aprender com ela, certo? Essa pessoa terá opiniões acertadas na área económica, certo? Mas pode não ser a melhor pessoa para dar opiniões acerca da roupa correcta a vestir. É que há ricos que se vestem muito mal. Se queres ser um atleta olímpico, observa quem ganhou as medalhas e aprende com ele. Não quer dizer que estas pessoas não tenham hábitos totalmente errados noutras areas da vida, por isso todos temos de ser humildes para aprender algo com toda a gente. Por exemplo: é um óptimo atleta mas está pobre. Aprende com ele tudo o que tenha que ver com a parte do atletismo, mas não o que tenha a ver com dinheiro. O outro pode ser rico mas está gordo. Acham que há ricos gordos? Aprendes com eles o quê? Como engordar ou como ficar rico? Tu é que escolhes. Ou achas que ele estar gordo tem algo a ver com o estar rico? Provavelmente não, mas significa que podes aprender a ficar rico com ele e a estar em forma com o atleta. Certo? E depois até podes ensinar o atleta a ficar rico e o rico a ficar atleta... é assim que funciona. Aceita a opinião de alguém, de acordo com as suas conquistas nas áreas em que essa pessoa conquistou algo. Para as outras áreas tens de procurar outras pessoas.

Rui Gabriel
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sábado, 15 de novembro de 2008

Desculpas

O estranho é os fracassados, especialistas em criticas e matar ambições, terem eles próprios um pavor enorme de serem criticados. As pessoas de sucesso, ao contrário dos fracassados, auto-criticam-se, estudam a fundo a própria experiência e dizem: “isto ou aquilo, não funcionou, tenho de fazer correcções. Não gostei do resultado, tenho de melhorar”. Ninguém tem de vir dizer-lhe que errou. Um fracassado faz asneira, tenta esconder e ainda quer ser louvado. Tem uma necessidade de reconhecimento brutal. Teve um pequeno sucesso e fica louco pensando que já está rico! É melhor deixar que os resultados falem por si próprios. Eles é que te vão dar o reconhecimento que mereces. Não adianta dizer “eu quase vendi” ou “ele quase comprou”. Aquele “quase”.... “perdi por pouco”, “quase fiquei rico”. Isto não funciona. O “quase" é muito bom porque te pode indicar que estás no bom caminho e pode mostrar-te as correcções que tens de fazer, mas o que realmente conta são os resultados. Os “quase” não te pagam as contas. 
Os fracassados são óptimos a arranjar desculpas. Têm uma biblioteca de desculpas para tirar da cartola a desculpa perfeita para cada ocasião e poderem explicar porque é que continuam fracassados. Perguntem a quem não está aqui hoje ou não lê os livros todos os dias, ou não aproveitam as oportunidades e adivinhem o que vão ouvir: desculpas. As pessoas de sucesso não põem desculpas. Vão e fazem o que tem de ser feito. Sabem o que querem, vão e fazem. Nunca usam desculpas para não fazer ou explicações sobre porque é que não fizeram. Não há desculpas, não vivam de desculpas. “porque é que não leste este livro?” e aí vem a desculpa. “Porque é que não foste àquela formação?”- nova desculpa. “Porque é que andas a adiar as tuas decisões?” mais uma. Há sempre uma desculpa perfeita: “o marido, os filhos, a esposa, o gato que não tem quem cuide dele... “etc. São óptimas desculpas! E funcionam! Realmente não podes fazer nada do que deve ser feito, incluindo mudar de vida e ganhar dinheiro sério. Toma nota: Quem tem desculpas não tem dinheiro. Os fracassados têm sempre todas as respostas, mas não têm dinheiro. Eles até já sabem porque é que o universo funciona, como funciona, eles sabem tudo mas não têm resultados.
Dizem os livros: “se és tão inteligente, então porque é que és pobre?”. É que “riqueza não é uma questão de inteligência”. “Riqueza é questão de informação”. A inteligência é somente a habilidade de entender as coisas rapida e correctamente, mas por si só não compensa a falta de informação, embora a informação compense a falta de inteligência. Entendes? Uma pessoa inteligente vem aqui, explicas-lhe como funciona este computador e ele começa a usá-lo imediatamente. Certo? Ele é inteligente e recebeu a informação. Se ele fosse somente inteligente mas ninguém lhe explicasse como funciona o que faria ele? Nada. Agora vem aqui um tontinho, que não é muito inteligente e precisa que lhe expliquem dez vezes. Mas na décima ele entende e pode vir a fazer um trabalho tão bom ou melhor que o inteligente.
O problema é quando alguém se acha inteligente. Eu era um desses “eu sou super inteligente”. Então o que é que irá aprender se acha que sabe tudo? É que é fácil confundir níveis de informação com níveis de inteligência. Isso é errado. Podes até ter um nível de inteligência baixo, mas se tiveres muita informação fazes tudo bem feito e terás um enorme sucesso. Também podes ter um nível de inteligência muito alto mas sem informação certa tornar-te-ás um fracassado. Entender o problema “riqueza-pobreza” requer inteligência. Mas para o resolver é necessária informação adequada, a receita, como uma receita de culinária. Não adianta dizer: “pesquisa a ver se encontras a informação certa por ti próprio” e vou dizer porquê: se não tens a informação correcta na tua mente, onde irás tu procurar a solução?

Rui Gabriel
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quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Fracassados

Porque esquecemos os detalhes mais importantes,  o treino, a aprendizagem, têm de ser contínuos. Dizes: “eu já vi isso” ou “eu já falei com ele”. “Eu já sei tudo e ele também já sabe tudo”. Isso não é verdade, nem tu nem ele captaram tudo, ou captaram e depois esqueceram. Sabes porquê, porque o dia-a-dia é normalmente um mar de negatividade. Muitas vozes lançam-te  lixo mental dizendo “não é possível”, “não podes”,”não consegues”, e estas são ordens que programam o teu cérebro. Os fracassados não sabem tomar decisões, vão atrás desta maré de opiniões negativas que se transformam em ordens. Não sei se já leram “Pense e Enriqueça”. Este livro diz assim: “as pessoas de sucesso decidem iniciar alguma coisa rapidamente, e, se depois têm de mudar de decisão, fazem-no muito lentamente. Os fracassados decidem iniciar muito devagar e, se depois mudam de opinião, fazem-no muito depressa. Ou seja, se tens uma oportunidade para apanhar ou para oferecer e és uma pessoa de sucesso ou a outra pessoa é de sucesso, aproveitam-na imediatamente e começam a trabalhar naquilo e, se depois pensarem “bom, não sei se este negócio me convém” saem lentamente. Demora tempo a decisão de saír, primeiro lutam muito para terem sucesso. Vão a todas as formações para aprenderem mais, leem todos os livros e falam com o máximo de gente bem sucedida naquele negócio particular. Um fracassado demora um monte de tempo para decidir começar, às vezes nunca chega a começar. “Ai será que começo? Será que faço?” Demora muito. E, se depois se lhe apresenta uma outra possível oportunidade, deixa tudo imediatamente. Não querendo isto dizer que inicie a outra imediatamente, normalmente ainda fica a pensar “será que me convém? Será que sou capaz?”. Vivem a tentar encontrar uma fórmula mágica que os faça ricos sem trabalhar. Não observam as pessoas de sucesso, não pedem conselhos, pensam que sabem tudo, não escutam, as informações entram por um ouvido e saem por outro. E esta atitude de “não escutar” é uma das principais responsáveis pela falta de aprendizagem.
Tu, por teu lado, torna-te um bom observador das pessoas de sucesso. Elas fazem coisas que repetem continuamente e, se descobrires que coisas são, já avançaste um bom bocado. Os fracassados também fazem coisas que repetem continuamente e, uma vez que descubras já sabes: “ok isto é o que eu não devo fazer”. É muito fácil ficar rico. Simplesmente observa o que faz um rico, o que ele lê, o que ele come, onde ele vai, em que trabalha e começa a copiar isso tudo. Queres ser pobre? É muito fácil também. Observa o que eles dizem, como vestem, que lugares frequentam, em que trabalham, e copia isso tudo. Então vais ficar exactamente como eles. Os fracassados são óptimos para criticar e matar ambições, desejos e a iniciativa dos outros.

Rui Gabriel
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